sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Eleições E.U.A.
Tenho seguido com atenção o que se passa nesse grande (só de tamanho) país. E é impressionante como a cada dia que passa, a comunicação social americana apenas dá destaque a Jonh Mccain enquanto Obama, bem mais popular entre a população americana e o resto do mundo é muitas vezes posto de lado.
Por exemplo, a comunicação social farta-se de enaltecer o facto de Mccain ser um ex-veterano do Vietname e nunca refere o facto de ele ter um feitio explosivo e ser conhecido pelas suas más decisões em alturas criticas. As ultimas bombas têm a haver com a sua vice-presidente, cujas discrepancias obvias entre os seus valores e o que se passa na sua familia, apenas vieram a publico por causa de blogs na internet. Enquanto os orgãos de comunicação social apenas o relataram no seu discurso ofensivo a OBama na recente convenção republicana. E hoje, dia de feicho dessa mesma convenção, Mccain recebe um destaque de pagina inteira sobre o seu discurso, enquanto Obama apenas recebeu o habitual destaque de meia página, habitual deste canal de noticias.
Conspiração? Talvez. Eu, o mundo e o povo americano quer Obama como o próximo presidente dos E.U.A. mas tenho a certeza que Mccain irá ganhar á boa maneira republicana, como aconteceu nas duas eleições de George W. Bush.
O Mundo Por De Trás do Espelho
Vivemos num mundo de sistemas, sistemas naturais, ancestrais, até antes da nossa existência cuja perfeita forma nos amedronta por não entendermos a sua criação atribuindo-a mais facilmente a um ser superior, um deus.
Sistemas governam a nossa vida de hoje, mas não são sistemas naturais, mas sim, sistemas artificiais criados por nós próprios para nos auto-controlar. Moral, religião, politica, leis e regulamentos são apenas alguns desses sistemas que nos mantêm agarrados, presos dentro das nossas próprias vidas.
E embora, a liberdade pareça ser a nossa melhor escapatória, a verdade é que precisamos destes sistemas para vivermos, precisamos de ter alguma organização para continuarmos a caminhar para o futuro. Por isso somos seres presos a tudo, e cuja liberdade é apenas um sonho utópico onde pensamos estar mergulhados. Estamos presos estritamente a tudo, começando por estarmos presos a um sistema natural de onde queremos fugir a todo o custo assim que tomamos consciência do que somos.
Falo da morte, imutável e fim do caminho para todos os seres deste planeta cuja ordem natural jamais será inalterada e da qual a ordem natural precisa que exista, pois é necessário existir uma constante renovação de todos os seres para assim existir uma evolução de cada espécie. No entanto, nós como seres racionais, queremos inicialmente fugir desse fim incontornável. Por esta razão, criamos deuses, criamos seres divinos que nos controlam, para quem vivemos, esperando uma vida para alem do fim.
Este é o principal sistema que nos rege. Por acrescimo veem todos os outros, artificais, como o já referido sistema religioso. Ou o sistema politico, criado para nos dar lideres, que nos dão regras para seguirmos. No entanto, sejamos sinceros, somos humanos e somos seres que erram com frequencia. Logo todos estes sistemas que construimos para a nossa sociedade funcionar, são extremamente faliveis, cheios de erros o que leva a vivermos dentro de sistemas corruptos aos quais somos apenas juguetes dos criadores de sistemas. Brinquedos, como as bonecas barbie ou os action man, brinquedos que pensam ser livres, que pensam estar a viver a vida, quando nem sequer conseguem elaborar uma respostas sobre qual o sentido da vida. Brinquedos que preferem não pensar, e afogar os pensamentos em entorpecedores do pensamento, em vicios que apagam qualquer tipo de raciocinio mas que deixam os brinquedos felizes por algum tempo.
É bom apanhar uma bebedeira, fumar um charro, um cigarro, ver televisão, ou jogar computador. Mas aonde nos levamos a nós próprios estando sempre ligados a coisas que nos dão prazer, e estarmos constantemente em busca desse prazer perfeito que só as coisas nos dão. Viver nas coisas torna cada pessoa superficial, chegando ao ponto de haver um uso do mais proximo, usar as pessoas em busca daquilo que a televisão ou a garrafa de vinho não dá. Carinho, amor, compaixão, lealdade...
Algo que o ser humano, regido por mais um sistema natural procura invariávelmente para se sentir completo. Mas acabam por ser relações relampago, relações de diversão, para se ser feliz no momento. Pois assim que surge uma complicação e a felicidade treme, é mais fácil largar essa pessoa, como se fosse lixo, sair uma noite e encontrar outra pessoa para mais uma vez ser-se feliz momentaneamente. E quando houver problemas com essa pessoa, é só trocá-la mais uma vez.
Assim vivemos numa falsa felicidade, mas quando nos deitamos á noite na cama, naquele momento só nosso, antes de adormecermos, é ai que vemos como somos vazios e superficiais. Percebemos então como vivemos diante de um espelho que nos reflete o exterior luzidio e utópicamente perfeito da nossa sociedade que passa atrás de nós.
No fim de contas, sabemos aquilo que está atrás do espelho, sabemos o que se passa do outro lado, sabemos que estamos mascarados com uma máscara de felicidade que nos é injectada diariamente, como um drogado injecta heroína, nós injectamos felicidade para esquecermos a realidade que está ali mesmo, no mundo por de trás do Espelho.
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