quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

The Vice Guide to North Korea

Partilho convosco algo que me impressionou. Um país inteiro que não vê o que se passa do outro lado do espelho.

Aconselho que tirem um tempo e vejam até ao fim.



























quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Happy New Year!!!!

O fim do ano. Tanta gente festejando quando na realidade o fim do ano nos dias de hoje tem apenas um significado simbólico. Como se pode compreender terminar um ano e começar outro no meio do Inverno?

É engraçado, tantos ditos "ateus" nos dias de hoje festejarem a passagem de ano quando terminamos o ano por razões estritamente religiosas. Ve-se milhares de pessoas a festejar, mas o verdadeiro significado do fim de ano, tanto o cristão como o pagão perdeu-se totalmente. Acaba toda a gente por festejar, por festejar! Para terem mais uma razão para sair á rua e apanhar uma bebedeira. Mas ninguem faz ideia do porquê de festejarmos exactamente uma semana depois do Natal, e pensar que tudo se deve a uma crença religiosa cristã que decidiu que o fim do ano deveria ser no dia da circumcisão de cristo, ou seja conforme o costume judaico, exactamente uma semana depois do nascimento da criança. Ou seja, supondo o nascimento de cristo no dia 25 de Dezembro, que é por si uma data extremamente duvidosa terminando o ano no dia da sua suposta circumcisão. Por isso, o nosso calendário se denomina o da circumcisão.

Mas ninguem se preocupa com isso, o que importa é festejar e beber a noite toda. E fazem bem. Festejando num caos controlado o fim do ano, como acontecia na antiguidade dita pagã. Onde o fim do ano era sinónimo de um total caos estabelecido na sociedade, especialmente na antiga mesopotamia onde o fim do ano era visto como o fim do mundo. Por esta razão instalava-se o mais completo caos. Durante dez dias não havia ordem nas ruas, os escravos tornavam-se senhores, os senhores tornavam-se escravos, morte, sexo, roubo tudo se misturava numa decadente utopia. Era um festejo final antes do próprio fim. Para assegurar que um novo ano se seguria ao ano que terminava, todos os anos no ultimo dia do ano o rei subia ao templo principal da cidade, o Zigurate, uma enorme estrutura de sete andares que conhecemos vulgarmente como torre de Babel. Era uma autentica procissão, que todo o povo observava esperando o novo ano. Chegado ao topo, o rei faria amor com a matriarca do templo perante toda a população renovando assim o novo ano. Para nós estes costumes são estranhos e sem sentido, mas na realidade mais simbolismo que o presente neste ritual é impossível de observar.

Analisemos então este ritual. Se tivermos em conta que o ano na antiguidade terminava no fim do Inverno, entendemos então desde já a ideia por de trás da renovação do ano, ou seja está intrissecamente associada ao inicio da Primavera e ao despolotar de toda a vida caracteristica desta estação. Percebemos assim como os duros e frios dias de Inverno se reflectem na crença de um fim próximo anual, logo se justifica os dias de caos antes do fim. O ritual de renovação do ano representa em si a criação da vida na terra para o inicio do novo ano. Neste caso, simbolizando o rei e a matriarca dois deuses consumando o seu amor e criando assim a vida. Assim, o novo ano era entendido como o inicio do periodo fértil, ou seja, o começo das actividades agricolas.

Engraçado como 5000 anos depois nos esquecemos totalmente do simbolismo que tem o evento do fim do ano. Nem sequer o fim de ano cristão muita gente sabe. Apenas saimos nesta noite festejando como se não houvesse amanhã, o que é interessante, pois de facto sabemos que o amanhã é garantido, mas mesmo assim festejamos como se fosse o ultimo dia na terra, dando indirectamente o mesmo simbolismo que os antigos sumérios davam ao fim do ano sem nunca entendermos realmente que estamos a celebrar como se celebrava há milhares de anos atrás.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O caso Amanda Knox

Amanda Knox e o seu namorado italiano foram condenados pelo assassinio de Meredith Kersher. Para quem não sabe do que estou a falar resumo o assunto muito rápidamente não entrando em grandes detalhes pois o que me levou a escrever não foi o caso em si mas sim algo dito depois do veredicto.

Portanto, Meredith, estudante inglesa em Erasmus na cidade italiana de Perugia aparece brutalmente assassinada no seu quarto, os principais suspeitos são imediatamente apontados como Amanda Knox , room mate americana de Meredith e o seu então namorado de origem italiana. A imprensa faz um grande alarido sobre o caso acusando o casal de praticarem um sádico jogo sexual com Meredith. Entretanto durante a investigação surge um homem da Costa do Marfim, que seria aparentemente um criminoso local indiciado como estando também envolvido, que curiosamente quando foi detido já nem em Itália estava...

O facto é que este ultimo homem foi julgado num prcoesso á parte (o que acho estranho) e esta semana embora as provas sejam pouquissimo claras o casal foi condenado.

Apesar do grande transtorno obvio que causou a familia de Knox que agora é muitissimo presente nos orgãos de comunicação social americanos, o facto é que agora tanto a as familias de knox, Meredith e do Italiano estão a passar um óbvio pesadelo sendo uma dor irreverssivel para os ingleses, um pesadelo de difamação na imprensa italiana para o casal e o homem da costa do Marfim, assim relegado para um segundo plano muito confortável.

Mas o engraçado foi o comentário que li esta manhã dos acusadores, e que passo a citar.

"who disagree with the verdict should at least respect it, because so many professionals were involved in the investigation, Mignini said."

alguem me explica o que este Mignini quis dizer?! Se eu não concordo com um veredicto se o acho falso e comento com outras pessoas sobre isso, estou automaticamente a desacreditar a investigação logo a desrespeitar a mesma. Sendo esta investigação aparentemente tão mal feita que este argument é obvio que muita gente não a respeita! E agora ouvindo esta declaração até parece que ele está a dizer "epah respeitem lá a investigação de merda que fizemos porque trabalhou montes de gente nela". É preciso ter lata! E mais ainda se queriam fazer as coisas bem feitas ao menos tinham cuidado e não diziam coisas destas mostrando obviamente que se sentem meio culpados por terem feito um caso em cima de provas muito pouco concretas.

Estranhamente agora lembro-me do caso Maddie...

Não terá este caso também sofrido do sindrome "da grande investigação com muita gente mas que não chega a lado nenhum e então vamos acusar alguem com o minimo de provas so para prendermos alguem e sermos reconhecidos"?

Não vou entrar em promenores pois o caso Maddie é tão "famoso" aqui por terras lusas que toda a gente conhece os promenores, as semelhanças são obvias, como por exemplo o papel nojento e acusativo da imprensa em linchar publicamente gente cuja culpa ainda não foi formalizada, bem como a pressão social nas autoridades de resolverem rapidamente o caso leva a erros irreversiveis. E depois acabam presumiveis inocentes sendo condenados acusados.

Mas casos destes não são novos, o papel controlador da imprensa, uma investigação aparentemente feita em cima do joelho e uma multidão á procura de um culpado acabam sempre por vitimizar gente inocente. Temos um gigantesco exemplo disto em Guantanamo, onde muita gente foi presa só por ser muçulmano e estão lá sem culpa formada. E bem se sabe como durante a administração Bush, Guantanamo era o suprasumo na imprensa americana como sendo um sitio para onde os mauzões do mundo iam...

E agora pronto, muitas torturas depois vem cá para fora que afinal aquilo não passou praticamente de um campo de concentração...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Aquecimento Global?

Eleições E.U.A.

Tenho seguido com atenção o que se passa nesse grande (só de tamanho) país. E é impressionante como a cada dia que passa, a comunicação social americana apenas dá destaque a Jonh Mccain enquanto Obama, bem mais popular entre a população americana e o resto do mundo é muitas vezes posto de lado.
Por exemplo, a comunicação social farta-se de enaltecer o facto de Mccain ser um ex-veterano do Vietname e nunca refere o facto de ele ter um feitio explosivo e ser conhecido pelas suas más decisões em alturas criticas. As ultimas bombas têm a haver com a sua vice-presidente, cujas discrepancias obvias entre os seus valores e o que se passa na sua familia, apenas vieram a publico por causa de blogs na internet. Enquanto os orgãos de comunicação social apenas o relataram no seu discurso ofensivo a OBama na recente convenção republicana. E hoje, dia de feicho dessa mesma convenção, Mccain recebe um destaque de pagina inteira sobre o seu discurso, enquanto Obama apenas recebeu o habitual destaque de meia página, habitual deste canal de noticias.
Conspiração? Talvez. Eu, o mundo e o povo americano quer Obama como o próximo presidente dos E.U.A. mas tenho a certeza que Mccain irá ganhar á boa maneira republicana, como aconteceu nas duas eleições de George W. Bush.

O Mundo Por De Trás do Espelho

Vivemos num mundo de sistemas, sistemas naturais, ancestrais, até antes da nossa existência cuja perfeita forma nos amedronta por não entendermos a sua criação atribuindo-a mais facilmente a um ser superior, um deus.
Sistemas governam a nossa vida de hoje, mas não são sistemas naturais, mas sim, sistemas artificiais criados por nós próprios para nos auto-controlar. Moral, religião, politica, leis e regulamentos são apenas alguns desses sistemas que nos mantêm agarrados, presos dentro das nossas próprias vidas.
E embora, a liberdade pareça ser a nossa melhor escapatória, a verdade é que precisamos destes sistemas para vivermos, precisamos de ter alguma organização para continuarmos a caminhar para o futuro. Por isso somos seres presos a tudo, e cuja liberdade é apenas um sonho utópico onde pensamos estar mergulhados. Estamos presos estritamente a tudo, começando por estarmos presos a um sistema natural de onde queremos fugir a todo o custo assim que tomamos consciência do que somos.
Falo da morte, imutável e fim do caminho para todos os seres deste planeta cuja ordem natural jamais será inalterada e da qual a ordem natural precisa que exista, pois é necessário existir uma constante renovação de todos os seres para assim existir uma evolução de cada espécie. No entanto, nós como seres racionais, queremos inicialmente fugir desse fim incontornável. Por esta razão, criamos deuses, criamos seres divinos que nos controlam, para quem vivemos, esperando uma vida para alem do fim.
Este é o principal sistema que nos rege. Por acrescimo veem todos os outros, artificais, como o já referido sistema religioso. Ou o sistema politico, criado para nos dar lideres, que nos dão regras para seguirmos. No entanto, sejamos sinceros, somos humanos e somos seres que erram com frequencia. Logo todos estes sistemas que construimos para a nossa sociedade funcionar, são extremamente faliveis, cheios de erros o que leva a vivermos dentro de sistemas corruptos aos quais somos apenas juguetes dos criadores de sistemas. Brinquedos, como as bonecas barbie ou os action man, brinquedos que pensam ser livres, que pensam estar a viver a vida, quando nem sequer conseguem elaborar uma respostas sobre qual o sentido da vida. Brinquedos que preferem não pensar, e afogar os pensamentos em entorpecedores do pensamento, em vicios que apagam qualquer tipo de raciocinio mas que deixam os brinquedos felizes por algum tempo.
É bom apanhar uma bebedeira, fumar um charro, um cigarro, ver televisão, ou jogar computador. Mas aonde nos levamos a nós próprios estando sempre ligados a coisas que nos dão prazer, e estarmos constantemente em busca desse prazer perfeito que só as coisas nos dão. Viver nas coisas torna cada pessoa superficial, chegando ao ponto de haver um uso do mais proximo, usar as pessoas em busca daquilo que a televisão ou a garrafa de vinho não dá. Carinho, amor, compaixão, lealdade...
Algo que o ser humano, regido por mais um sistema natural procura invariávelmente para se sentir completo. Mas acabam por ser relações relampago, relações de diversão, para se ser feliz no momento. Pois assim que surge uma complicação e a felicidade treme, é mais fácil largar essa pessoa, como se fosse lixo, sair uma noite e encontrar outra pessoa para mais uma vez ser-se feliz momentaneamente. E quando houver problemas com essa pessoa, é só trocá-la mais uma vez.
Assim vivemos numa falsa felicidade, mas quando nos deitamos á noite na cama, naquele momento só nosso, antes de adormecermos, é ai que vemos como somos vazios e superficiais. Percebemos então como vivemos diante de um espelho que nos reflete o exterior luzidio e utópicamente perfeito da nossa sociedade que passa atrás de nós.
No fim de contas, sabemos aquilo que está atrás do espelho, sabemos o que se passa do outro lado, sabemos que estamos mascarados com uma máscara de felicidade que nos é injectada diariamente, como um drogado injecta heroína, nós injectamos felicidade para esquecermos a realidade que está ali mesmo, no mundo por de trás do Espelho.